quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
![]() |
Cruz. O Aeroporto Internacional de Jericoacoara estará recebendo voos pontuais durante a Copa do Mundo 2014, mesmo sem estar pronto totalmente. A entrega completa do equipamento está prevista para julho próximo. Até agora, as pistas já estão completas e a estrutura dos terminais encontra-se com 50% concluídos. O município irá receber ainda obras na CE-085 que liga a localidade de Monteiros à Praia do Preá.
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014 por Edson Pinto · 0
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Projeto esse que prever a construção de um Resort onde era o "TOBIAS". Para construí-lo o empresário italiano Giorgio Bonelli vai desmatar um terreno de 65 hectares no qual implantará também um condomínio de alto padrão, cujos lotes terão área de 1.500 m² a 5 mil m².
O hotel terá 120 apartamentos distribuídos em dois pavimentos, um conjunto de piscinas e um centro de congressos.O projeto é do arquiteto italiano Andrea Vecchiato.
Segundo o Decreto Nº25.975, de 10 de agosto de 2000(APA DA LAGOA DE JIJOCA), artigo IV, Parágrafo Único - Em nenhuma hipótese, será concedido o licenciamento previsto neste artigo, quando se tratar de área de preservação permanente, definidas Lei Estadual nº12.488, de 13.09.95 e no Decreto Estadual nº24.221, de 12.09.96.
O grupo BONELLI BRASIL GROUP já disponibilizou em seu site oficial o projeto e contato para venda.
Tá cada vez mais frequente a instalação de grandes empreendimentos em nosso municipio, mas esse especificamente fará um desmatamento gigantesco.
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014 por Edson Pinto · 0
sábado, 15 de fevereiro de 2014
sábado, 15 de fevereiro de 2014 por Edson Pinto · 0
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
O enterro do jovem Clinton Santos Lima, de 21 anos, vítima de um acidente de moto no último dia 26 de janeiro, na localidade de Preá (Cruz) foi marcado por grande comoção para familiares e amigos. Desde a chegada de seu corpo na casa de seus pais em Caiçara, até o momento do sepultamento no Cemitério São Francisco, o que se viu foi quanto ele era querido por todos.
Centenas de pessoas se fizeram presentes na igreja de Caiçara onde foi celebrada uma missa pelo administrador pastoral, Pe. Marcone Martins.
No final foram lidas algumas mensagens e cantada a música "Amigos para sempre", numa lida homenagem de seus amigos.
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014 por Edson Pinto · 0
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
No último dia da série especial, padres recém-ordenados reconhecem desafio de dar novo vigor à Igreja
Para Francisco, renovar a Igreja significa, também, voltar às suas origens, em que se prezava pelo auxílio aos que necessitam
"Dar
o nosso ´sim´ para dizer que ainda há esperança na humanidade, em uma
sociedade tão desvalida como a que vivemos hoje, parece nadar contra a
correnteza". É dividido entre a certeza das dificuldades e a
perseverança que Francisco Martins vê o futuro que tem à frente. Apenas
um dia depois de se tornar sacerdote na Capital, aos 34 anos, ele sabe
das responsabilidades, dos sacrifícios e das batalhas que o ofício
guarda, especialmente nos dias atuais. Ainda assim, não hesitou em
tomá-los para si.
O
padre Jean Fernandes se preocupa em corresponder à realidade de hoje.
Para isso, acredita ser necessário o trabalho com a juventude. Foto:
Helosa Araújo
Na noite de ontem, juntamente a sete jovens
cearenses, Francisco foi ordenado padre pela Arquidiocese de Fortaleza. A
data marcou o fim de oito anos de estudo e o início do trabalho para
fortalecer a fé nas paróquias do Estado. Tarefa essa que colocará em
prática diante da presente conjuntura da Igreja Católica.
Por
vezes foge da compreensão de parte da sociedade o que leva pessoas tão
jovens a optarem pelo sacerdócio como projeto de vida. Para Francisco,
no entanto, a escolha é fruto apenas do sentimento comum de cuidar e
ajudar o próximo. "Nosso objetivo maior é cuidar do povo, ensiná-lo a se
amar e se respeitar", ressalta ele.
Chamado
A
vocação para a vida sacerdotal sempre existiu em Francisco e, em certo
momento, falou mais alto que quaisquer outras vontades. Mais que os
planos de trabalhar com o pai na área de usinagem e, quem sabe,
construir uma carreira. Mais que o desejo de dar continuidade ao namoro
de dois anos. Ser padre havia se transformado em dever.
"Parece
que Deus vai inclinando nosso coração para isso. Ele chamava e estava na
hora de responder a esse chamado. Eu pensava no que poderia fazer para
mudar a humanidade, que está tão sofrida, tão fragmentada. Queria ajudar
as pessoas a preencherem as lacunas das vidas delas", diz.
Se,
para Francisco, perceber o caminho que se apresentava foi natural, para
Jean Fernandes, que se preparava para a ordenação de ontem à noite,
reconhecer a mesma vocação exigiu tempo e reflexão.
Na
adolescência, afastou-se da Igreja e só voltou a frequentá-la aos 16
anos, quando, também por convite da mãe, entrou para um grupo de oração
da Comunidade Shalom, em Natal, Rio Grande do Norte, cidade onde nasceu.
"Para minha surpresa, lá encontrei a felicidade que não encontrava
antes", conta.
Contudo, só mais tarde resolveu participar mais
ativamente da Igreja. A experiência serviu para discernir e amadurecer a
orientação eclesiástica.
Com apenas um dia de sacerdócio, ambos
já têm noção do que os espera à frente. Em suas mãos, está a
responsabilidade de colocar em prática as mudanças condizentes com o
novo pontificado. Primeiramente, a necessidade de discutir e lidar com
os problemas que afligem a sociedade dos dias de hoje.
Voltar às origens
Conhecedor
das periferias da Capital, onde mora e trabalha atualmente, Francisco
vê no cotidiano o sofrimento causado pela pobreza, pela desintegração do
ambiente familiar, a expansão do tráfico de drogas e da violência nas
ruas e a corrupção política. Por isso, diz que ser padre é ir na
contramão dos rumos para os quais o mundo tem se dirigido. "Nosso papel
fundamental é dizer para a sociedade que ela ainda tem jeito, que ainda
pode ser melhor", acredita.
Francisco Martins descobriu a vocação sacerdotal ainda jovem e foi ordenado ontem FOTO: BEATRIZ BLEY
Na
visão do sacerdote, renovar a Igreja significa, também, voltar às suas
origens, em que se prezava pelo auxílio aos que precisam de ajuda e pela
propagação de valores como a solidariedade e o respeito em
contraposição ao individualismo e aos interesses particulares.
Já
para o padre Jean Fernandes, inserir-se na nova realidade e
corresponder à ela é uma das maiores preocupações. Recém-ordenado e em
sintonia com o pensamento da juventude de hoje, o sacerdote diz perceber
que trabalhar com os jovens, conhecer suas demandas e se aproximar de
seus pensamentos, pode ser a principal forma de dar vigor à Igreja
Católica.
"O jovem dá vida à Igreja. Mas para atingir essa
juventude, eu preciso estar dentro do mundo dela. Tento me atualizar
sobre os meios de comunicação, Facebook, Twitter, WhatsApp. Como
sacerdote, tenho que me utilizar sobre isso para ir ao encontro deles",
afirma Jean.
Ele afirma que cada padre deve moldar sua forma de
atuar de acordo com o contexto em que vive. "Meu sacerdócio não vai ser
melhor nem pior do que os de outros anos, vai ser diferente. Hoje, nós
enfrentamos outros conflitos, outras descobertas. Meu anseio é
corresponder a isso", reflete Jean Fernandes.
VANESSA MADEIRAREPÓRTER
FIQUE POR DENTRO
Ordenação ocorreu na Catedral
A
cerimônia de ordenação presbiteral dos oito diáconos cearenses foi
realizada, ontem, na Catedral Metropolitana, no Centro da Capital. A
celebração foi comandada pelo arcebispo de Fortaleza, dom José Antônio
Aparecido Tosi Marques. Os futuros sacerdotes já têm marcadas as datas e
horários das primeiras missas, em dezembro:
Diácono Evanilson Raquel de Oliveira: hoje, às 19h, na Paróquia de Baturité
Diácono Francisco Alexandre Alves: hoje, às 10h, na Paróquia do Jereissati I, Maracanaú
Diácono Carlos Daniel Pereira: dia 25, às 10h, na Paróquia da Parangaba.
Diácono Leonardo Dornelles de Almeida: dia 25, às 19h, no Shalom da Paz, bairro Aldeota
Diácono Francisco das Chagas Martins: dia 26, às 19h, na Paróquia do Carlito Pamplona
Diácono José Almir Jucá Júnior: dia 30, às 19h, na Paróquia de Maracanaú
Diácono Jean Fernandes Costa: dia 29, às 19h, no Shalom da Paz, no bairro Aldeota
Diácono Francisco dos Santos Monteiro: dia 21, às 19h, na Capela de Lago de Dentro, Sucatinga
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013 por Edson Pinto · 0
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
No segundo dia da série especial, a reportagem destaca o trabalho de padres em paróquias do Estado do Ceará
Dentro
da estrutura da Igreja Católica atual, o sacerdote exerce múltiplos e
complexos papéis. O primeiro e mais fundamental é o de transmissor e
alimentador da fé cristã junto aos fiéis, com a propagação dos
evangelhos e preceitos da religião. Segundo, o de atuar como um
verdadeiro "pastor", dedicando sua vida por inteiro a ajudar, aconselhar
e orientar os que procuram seu auxílio. Terceiro, o de missionário.
Como afirmou o papa Francisco durante a Jornada Mundial da Juventude
(JMJ) deste ano, não basta abrir a porta para acolher, deve-se sair pela
porta e ir ao encontro das pessoas.
Padre Zacarias trabalha
com as comunidades em Chorozinho. O sacerdote Helano Samy é vigário
paroquial no distrito de Capuan, localizado no município de Caucaia, e
visita mensalmente 36 pequenos distritos naquela área Fotos: Natinho Rodrigues
No
contexto renovação da Igreja, os padres mais jovens e recém-ordenados
adquirem, ainda, outras funções. Detentores de experiências e olhares
diferenciados, os novos presbíteros são, agora, os encarregados diretos
de proporcionar o maior diálogo entre a Igreja e seus fiéis proposto
pelo papa Francisco. Desafio grande que contrasta com a pouca idade da
nova geração sacerdotal.
Não suficiente, precisam acompanhar a
evolução mundial, estar em sintonia com as ciências e os meios de
comunicação, e, ao mesmo tempo, disseminar os ensinamentos do Evangelho
para uma sociedade que tende a ver o catolicismo em seus velhos moldes
como uma religião ultrapassada.
Missionários
Neste
mês de dezembro, completa-se um ano que Helano Samy da Silva e Zacarias
Virgílio Araújo, 28, foram ordenados sacerdotes pela Arquidiocese de
Fortaleza. A vocação sacerdotal aflorou ainda na adolescência e, após
oito anos de estudo e preparação em seminários do Estado, eles se
tornaram dois dos mais jovens presbíteros da Capital. O primeiro foi
nomeado vigário paroquial no distrito de Capuan, município de Caucaia.
Já o segundo serve à Paróquia Santa Terezinha do Menino Jesus, em
Chorozinho, também na Região Metropolitana de Fortaleza.
Ao longo
do ano de sacerdócio, a meta e o desejo de ambos sempre foram os
mesmos. "Estar próximo ao povo, ajudando no que for preciso e
necessário. A nossa vida é inteiramente de disposição para as pessoas",
diz Zacarias. Mas em cidades nas quais a religião católica perdeu espaço
para outros cultos, do evangélico ao ateísmo, os jovens padres
perceberam que o "estar próximo" significa, verdadeiramente, ir até a
população, resgatando o ideal de uma igreja missionária.
Nas duas
regiões onde estão alocados, da mesma forma que em muitas cidades do
Interior do Estado, a imagem do padre ainda é vista como sinal de
status, característica que ficou marcada em outros momentos da Igreja
Católica e acabou por reforçar o distanciamento entre a liderança da
entidade e seus seguidores. Para se aproximar, foi preciso colocar os
pés no chão, quebrar o estigma, e trabalhar de perto, junto à
comunidade.
Além do centro urbano de Capuan, sede da Igreja
Matriz, Padre Helano Samy visita mensalmente 36 pequenos distritos
situados nas redondezas. Locais pobres, carentes de fé e de assistência,
onde a única presença de organização social é religiosa. Lá, ele faz o
papel não só de evangelizador, celebrando missas, batismos e casamentos.
Trabalho social
O
sacerdote é também o articulador dos habitantes na busca de direitos,
seja por saúde, educação ou ajuda para combater os prejuízos causados
pela seca que atingiu o Ceará neste ano. O sacerdote participa, ainda,
de projetos sociais, a exemplo do Centro de Pesquisa Vivência Ecológica
(Cepe Viva), em Caucaia, que oferece aulas de reforço e atividades
físicas a 45 crianças e adolescentes pertencentes a famílias sem
recursos.
"Encontramos muito essa realidade de ver pessoas que
precisam do básico. Foi uma experiência que causou muito impacto.
Percebi que, onde eu estou, posso ajudar a deixar as pessoas mais
conscientes a respeito de seus direitos e a formar numa nova cultura que
consiste em ver todas as comunidades como uma família, se ajudando nos
problemas e caminhando nas alegrias", confessa o sacerdote.
No
município de Chorozinho, também castigado pela estiagem, no qual boa
parcela da população vive sob condições precárias em assentamentos,
Zacarias é um dos coordenadores da Pastoral da Criança. A ação do grupo,
formado por voluntários, tem foco no combate da desnutrição e da
desidratação infantil. "Faz parte da Igreja se envolver nisso, estar ao
lado dos necessitados. Estamos voltando a nos centrar nisso. São coisas
que, muitas vezes, as pessoas que estão lá fora não veem", ele conta.
A
partir de esforços como esse, os dois sacerdotes tentam renovar a
Igreja resgatando atitudes e valores que remontam aos reais princípios
da fé. Porém, na caminhada desde o dia em que se tornaram padres, os
desafios e dificuldades continuam se apresentando em vários aspectos, a
maioria ligados à modernidade e transformações sociais.
Desafios
Um
deles é o de reverter a ideia de que a Igreja e a religião católica
representam uma visão antiga do mundo, não correspondente com a
realidade. "Quando a gente fala em Igreja, acham que é algo
ultrapassado. O religioso vê o mundo com uma visão de esperança, como um
agente que transforma. Tentamos mostrar que esse modo de encarar as
coisas também é válido e contribui com a sociedade ainda hoje", ressalta
padre Helano.
Para ambos os sacerdotes, em tempos marcados pelo
individualismo e pelo relativismo, também lhes é imposta a difícil
tarefa de fazer com que a população vivencie a fé e se identifique com o
evangelho. "As pessoas acreditam, às vezes, que o Evangelho não tem
mais nada a ver com a sociedade, mas isso não é verdade. O Evangelho
ainda fala muito para as pessoas hoje, e nós precisamos passar isso",
afirma Helano Samy.
Mas talvez o maior desafio seja o de dar
respostas à sociedade em relação aos temas que abalam os dogmas da
religião católica. Na visão de Zacarias Virgílio, a Igreja acompanha as
mudanças nos tempos, mas não há como a instituição fugir dos princípios
que a fundamentam. "A sociedade vive em uma realidade em que tudo é
relativo, inclusive a fé. As pessoas pensam que a religião deve ser do
jeito que elas querem, do jeito que elas acreditam. Mas a Igreja só pode
dar respostas a partir do que ela se propõe, que é a vivência da fé na
prática", aponta.
Já Helano Samy avalia que, apesar de manter as
tradições, a Igreja tem de estar preparada para discutir mais
abertamente assuntos considerados polêmicos, como avanços da ciência, a
discussão sobre sexualidade, as críticas ao direito à vida, entre
outros. Na expectativa de acompanhar as mudanças do mundo contemporâneo,
o próprio padre sente a necessidade de estar a par dos novos
acontecimentos. Segundo ele, a Igreja precisa lidar com questionamentos
levando em conta os preceitos da religião, mas também se mantendo de
portas abertas.
"Hoje, a Igreja se vê interpelada de muitas
maneiras, por grupos sociais distintos. Existem alguns assuntos que
fazem parte de uma tradição e realmente são fechados, mas é preciso
saber que o dever da Igreja é acolher. Não é a identidade de uma pessoa
que vai excluí-la", defende.
terça-feira, 24 de dezembro de 2013 por Edson Pinto · 0


